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Fotografando com lentes antigas

Com frequência ouvia falar de fotógrafos que usam lentes antigas. Entrei então num grupo do Facebook cujos membros costumam usar lentes antigas em máquinas novas, porém no início não imaginava que pudesse obter algum resultado legal sem muito trabalho. Pensava em questões como o encaixe da lente antiga na câmera nova, o foco obrigatoriamente manual e, além disso, a dificuldade de medir a luz. Acreditava que como a máquina não "saberia" a abertura correta, o processo teria que ser na base da tentativa e erro até conseguir equilibrar a tríade (iso, abertura, velocidade) para poder tirar uma foto com a exposição correta.

A Nikon desenvolveu um processo simples, que viabiliza o encaixe de lente e equipamento de períodos diferentes. Desta forma, é possível usar algumas lentes antigas (sem CPU, da época do filme) em máquinas novas e lentes novas (feitas para as máquinas digitais) em máquinas antigas.

Um grande amigo tem uma lente que foi produzida em 1977 e já usava na sua Nikon D7000. Resolvi me arriscar e testá-la. Acabei descobrindo que nos modelos posteriores àquele ano, dotados da tecnologia AI (alavanca de indexação), a câmera podia identificar a abertura da lente quando o anel de abertura fosse rotacionado. As câmeras atuais fazem a mesma identificação, desde que previamente a lente seja cadastrada especificando a distância focal e a abertura máxima da lente.

A lente que testei foi a Nikkor 200mm f/4 AI. Após cadastrá-la, as únicas diferenças em relação às lentes automáticas correspondem à necessidade de ajustar a abertura e o foco na própria lente (girando-a até a posição desejada). Focar com ela foi super tranquilo, mesmo sendo sempre manual. O anel de foco é um pouco mais duro e o movimento de rotação é bem macio.


FOTOGRAFANDO COM ELA:

Esta lente não tem estabilizador, então em velocidades baixas é muito difícil fotografar sem captar o tremor do movimento na foto. As imagens que fiz abaixo foram feitas com velocidades acima de 1/400 s em um dia ensolarado. Achei que a aberração cromática era bem forte, mas isso pode ser corrigido no Adobe Lightroom 5 com um clique apenas. Não percebi distorções elevadas.

Nas condições em que tirei as fotos elas praticamente saíram da máquina prontas. Fiquei muito impressionado com a qualidade óptica, as cores vivas extraídas e a excelente nitidez de uma lente com tanto tempo de uso, por mais que estivesse cheia de fungos.

EIS O RESULTADO:

Dentro da minha mochila

O kit

O kit

Apaixonado por fotografia, somente pude ter acesso a minha primeira DSLR no final de 2011. Por indicação de um amigo experiente comprei uma Canon 600D com a lente do kit, a 18-55mm f/3.5-5.6.

Li muito e aprendi a dominar a câmera que me foi muito útil naquele começo. Logo depois comprei uma Canon 50mm f/1.8 que é, definitivamente, uma excelente lente por um preço justo. Os resultados obtidos até hoje me surpreendem. Minha segunda câmera foi a Canon 60D com a lente do kit, a Canon 18-135mm f/3.5-5.6. Esta lente é muito versátil por seu intervalo de zoom, que serve para inúmeros propósitos.

Em 2013 estava com a intenção de comprar a Canon 70D mas, depois de muita pesquisa, optei pela mudança de marca e fui para a Nikon. Comprei a Nikon D7100 com a lente Nikkor 18-105mm f/3.5-5.6 e a também excelente Nikkor 35mm f/1.8G. Pouco tempo depois adicionei à coleção a Nikkor 50mm f/1.4G. Minha última aquisição foi o Flash Speedlight AF SB-700, ferramenta necessária para ambientes com pouca luz e para preenchimento. Particularmente só uso para fotografar produtos ou eventos; em viagens normalmente não sinto necessidade do flash, mesmo levando comigo sempre.

Nas viagens, meus equipamentos me ajudam a registrar o que há de melhor pelos lindos lugares que passei. Apesar de que, são lentes consideradas simples e de baixo custo, os resultados obtidos foram extraordinários.

Para carregar minha câmera e acessórios necessários uso a bolsa da Manfrotto, a Unica V Messenger Black, que possui compartimentos especiais para notebook, tripé e câmera, com divisor removível. Ela proporciona uma rápida movimentação para retirar a câmera e guardá-la novamente e é, seguramente, uma das mais resistentes que já usei.

Estável, o tripé que uso é o Manfrotto MKC3-H01, que serve tanto para fotos como para vídeos. Infelizmente ele não foi feito para a bolsa que uso, então, quando quero carregá-lo, tenho que "desarmá-lo" para caber no compartimento apropriado.

Carrego duas baterias extras modelo EN-EL15 para a Nikon D7100 e o carregador modelo Nikon MH-25, além de oito baterias recarregáveis AA para o flash e seu carregador próprio.

Tenho somente dois filtros, um polar e outro UV, mas confesso que uso muito pouco.

Para manter tudo isso limpo carrego os seguintes itens: lens pen (excelente para limpar as lentes), power blower, cotton swabs e cleaning liquid (para limpeza de sensor quando necessário) e cleaning cloth (para limpeza geral na máquina).

Levo comigo o muito valioso Victorinox Rescue Tool, um canivete suíço usado pelos bombeiros com diversas funções para eventuais necessidades. Também carrego o iPhone 5C com o carregador e o Nikon WU1A wireless mobile adapter, que facilita o processo de transferência das imagens para o celular ou o iPad e para compartilhamento nas redes sociais.

Meu laboratório

Depois de sair mundo afora tirando fotos, é importante ter uma estrutura mínima para selecionar, armazenar e editar as fotos. A captura da imagem é apenas o começo do processo. Antigamente os fotógrafos usavam um laboratório para revelar suas imagens, porém com a evolução tecnológica o processo ficou bem mais simples e, agora, podemos "revelar" nossas fotos em qualquer computador ou mesmo editá-las em tablets e celulares.

Minha principal ferramenta para a atividade de edição é um Apple Macbook Pro Core I7 13", com 8GB de memória RAM e HD com capacidade de 750GB. Escolhi esse modelo pela portabilidade (ideal para viagens, por ser pequeno) e pelo seu poder de processamento, que para a edição de imagens é mais do que suficiente.

Em casa, ligo o notebook ao monitor Apple Thunderbolt Display, de 27". Um monitor complementar não é imprescindível mas, sem dúvida, assegura maior conforto visual e acelera o processo de edição, na medida em que torna mais fácil a visualização da imagem em maior zoom e a identificação de prováveis falhas.

O primeiro passo é transferir as imagens para o computador e, para a gestão das imagens, uso o Adobe Lightroom 5. Em seguida, inicio o processo de seleção daquelas que desejo manter ou descartar (e este trabalho é o que consome mais tempo).

Dedico especial atenção aos procedimentos de back up, para evitar a possibilidade de perda do acervo - que é muito relevante para mim. Como solução segura, tenho um  Apple Time Capsule, que faz o back up incremental do conteúdo armazenado no computador diversas vezes por dia. Meu Time Capsule tem capacidade de armazenamento de 2TB, mas é possível expandi-la adicionando um HD extra, por meio de uma porta USB que possui.

Após resolvida a questão do armazenamento e seleção, começo a fase dos ajustes das imagens. Quando a foto é capturada da maneira correta, os ajustes são bem simples e de rápida execução. Também uso o Adobe Lightroom 5 para essas correções. Os principais ajustes a serem feitos são:

  • Horizontes inclinados;
  • Verticais convergentes;
  • Distorções ópticas geradas pela curvatura da lente;
  • Aberrações cromáticas;
  • Balanço de branco;
  • Recortes / re-enquadramento.

O Adobe Lightroom 5 é versátil e permite instalar plugins. Apesar da diversidade de plugins disponíveis para esse programa, somente trabalho com o pacote de softwares da Nik. Utilizo esse pacote para os seguintes ajustes:

  • Nitidez;
  • Cores;
  • Contraste;
  • Ruído;
  • Conversão em preto e branco.

Para ajustes de nitidez uso exclusivamente o Nik Sharpener Pro, porque o resultado do processamento é mais interessante do que aquele realizado pelo Adobe Lightroom 5. Para um preciso ajuste de cores uso o Nik Color Efex Pro, com o qual trabalho as cores de forma individual. Esse plugin possibilita, inclusive, adicionar alguns filtros pré-definidos ou criar um específico.

Para trabalhar o contraste da imagem uso o Nik Viveza Pro. Consigo aplicar constraste nos tons selecionados com mais sensibilidade e obtenho resultados muito próximos da realidade.

Uso o Nik Dfine para ajustar o contraste e reduzir o ruído da cor separadamente. Além disso, é possível controlar em que área a redução de ruído será aplicada através de pontos de controle.

Para converter imagens em preto e branco (ou tratar fotos que já tenham sido convertidas) recomendo o Nik Silver Efex, que possui ferramentas específicas como brilho dinâmico, contraste suave, amplificador de brancos e de pretos. O programa simula também filmes populares e permite fazer ajustes finos nos mesmos. É, com certeza, a melhor ferramenta que encontrei para conversão e edição de imagens em preto e branco.

Por fim, para a realização de ajustes mais complexos como a limpeza de manchas no sensor que tenham ficado registradas nas imagens e a manipulação de imagens, montagens e panorâmicas, uso o Adobe Photoshop CC.