


Sempre me encantei com as paisagens. A experiência diante delas me faz sentir algo que talvez, nem estando lá eu sentiria. Esse interesse por observar os espaços que nos cercam através de novas maneiras de ver surge do potencial que os sentidos e a imaginação possuem em nos guiar na leitura da realidade, nos permitindo expandi-la.
Quanto relembro minha infância no bairro de Águas Claras, localizado em uma das regiões periféricas de Salvador, percebo como a falta de contato com outras formas de natureza, até então socialmente indisponíveis, me atravessa fazendo do desejo por novos lugares de existência uma ferramenta de trabalho, refúgio e forma de relação com meu próprio território.
As imagens da Sizígia carregam um pouco de tudo isso... de uma tentativa de expandir nossa percepção sobre o conhecido, do mar que me forma e da capacidade ingovernável que a imaginação possui mesmo nas situações mais adversas.
A série Sizígia: cosmologia da maré baixa, que esta em desenvolvimento desde 2017 é o ponto de partida para os trabalhos que estão disponíveis na 17 edição da SP-Arte junto a Paulo Darzé Galeria de Arte.
Sem título, da série “Sizígia”, 2019
Fotografia: 110×165 cm
Edição 1/3 + 1PA
Giclée Print on Canson rag photographique 310gsm




















